Em 10 anos, Internet cresceu em diversas áreas.

 

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A Internet comercial tem 10 anos no Brasil, mas

existe há mais de 20. A rede mundial foi criada a

partir de um projeto militar norte-americano. Nos anos

60, no auge da Guerra Fria, o Departamento de Defesa

dos Estados Unidos decidiu desenvolver uma rede de

computadores que não pudesse ser destruída por

bombardeios e que conseguisse ligar pontos

considerados estratégicos para o país, como bases

militares e centros de pesquisa e tecnologia (leia

mais).

 

No Brasil, o surgimento da Internet deu-se no meio

acadêmico. Em 1988, Oscar Sala, professor da

Universidade de São Paulo (USP) e conselheiro da

Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo

(Fapesp), desenvolveu a idéia de estabelecer contato

com instituições de outros países para compartilhar

dados por meio de uma rede de computadores. O primeiro

passo havia sido dado. Foram necessários, porém, sete

anos para que os ministérios das Comunicações e da

Ciência e Tecnologia autorizassem o uso comercial da

Internet no País (leia mais).

 

A comunicação via Web, rápida e barata, foi o

carro-chefe para a popularização da Internet no País

(leia mais). Mas a instantaneidade característica

desse meio logo ganharia outros fins. Os veículos de

comunicação se apropriariam dela para inaugurar no

País uma nova forma de cobertura jornalística, que

primava pelo imediatismo e pela agilidade. O

jornalismo online logo ganharia os novos internautas,

ao oferecer a eles a oportunidade de interagir das

formas mais diversas com o conteúdo produzido (leia

mais).

 

A interatividade, talvez uma das mais relevantes e

exclusivas características da Internet, seria de vez

constatada com o surgimento de ferramentas para

compartilhamento de arquivos, publicação de conteúdo e

fotos.

 


 

Internet: a origem militar

 

 

A Internet comercial tem 10 anos no Brasil, mas

existe há mais de 20. A rede mundial foi criada a

partir de um projeto militar norte-americano. Nos anos

60, no auge da Guerra Fria, o Departamento de Defesa

dos Estados Unidos decidiu desenvolver uma rede de

computadores que não pudesse ser destruída por

bombardeios e que conseguisse ligar pontos

considerados estratégicos para o país, como bases

militares e centros de pesquisa e tecnologia.

 

A idéia era montar uma rede sem um comando central, ou

seja, um sistema no qual todos os pontos (os nós da

rede) tivessem a mesma importância e por onde os dados

fossem transmitidos em qualquer sentido (sem uma ordem

definida). Estava delineada a ARPAnet, o projeto

realizado pela Agência de Projetos de Pesquisa

Avançada (Advanced Research Projects Agency) do

governo dos EUA.

 

Em 1970, a rede interligava quatro universidades

norte-americanas. Quatro anos depois, o número de

instituições participantes subiu para 40. A troca de

mensagens e de arquivos já era uma realidade. No mesmo

ano, foi criada a Telenet, o primeiro serviço

comercial de acesso à rede dos Estados Unidos.

 

O nome Internet começou a ser usado apenas em 1982. Em

1983, foi estabelecido o TCP/IP (Transmission Control

Protocol/Internet Protocol), a linguagem comum usada

por todos os computadores conectados à rede até hoje.

No entanto, a Internet ainda não funcionava como

atualmente. Foi só em 1991 que foi criado o sistema de

hipertexto World Wide Web (www), o que facilitou a

navegação pela rede. Hoje seria impensável navegar sem

o sistema www.

 


 

O desenvolvimento da Internet no Brasil

 

 

Em 1988, Oscar Sala, professor da Universidade de São

Paulo (USP) e conselheiro da Fundação de Amparo à

Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp), desenvolveu

a idéia de estabelecer contato com instituições de

outros países para compartilhar dados por meio de uma

rede de computadores. Assim, chegou ao Brasil a Bitnet

(Because is Time to Network).

 

A rede conectava a Fapesp ao Fermilab, laboratório de

Física de Altas Energias de Chicago (EUA), por meio de

retirada de arquivos e correio eletrônico. O serviço

foi inaugurado oficialmente em 1989. Em 1991, o acesso

ao sistema, já chamado Internet, foi liberado para

instituições educacionais e de pesquisa e a órgãos do

governo. Nessa época ocorriam fóruns de debates,

acesso a bases de dados nacionais e internacionais e a

supercomputadores de outros países, além da

transferência arquivos e softwares. No entanto, tudo

estava reservado a um seleto grupo de pessoas.

 

Em 1992, o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e

Econômicas (Ibase) assinou um convênio com a

Associação para o Progresso das Comunicações (APC)

liberando o uso da Internet para ONGs. No mesmo ano, o

Ministério da Ciência e Tecnologia inaugurou a Rede

Nacional de Pesquisa (RNP) e organizou o acesso à rede

por meio de um "backbone" (tronco principal da rede).

 

Foi apenas em 1993 que ocorreu a primeira conexão de

64 kbps à longa distância, estabelecida entre São

Paulo e Porto Alegre. Em 1994, estudantes da USP

criaram centenas de páginas na Internet.

 

O ano de 1995 foi um marco. Os ministérios das

Comunicações e da Ciência e Tecnologia criaram, por

portaria, a figura do provedor de acesso privado à

Internet e liberaram a operação comercial no Brasil.

No ano seguinte, muitos provedores começaram a vender

assinaturas de acesso à rede.

 

Usuários, acessos e domínios

Quando implementada, a velocidade de acesso à Internet

era de 4.800 bits por segundo (bps). Uma conexão

discada hoje pode ser 11 vezes mais rápida ou mais.

Hoje o internauta pode perder a paciência quando um

site demora 30 segundos para abrir. Mas, há dez anos,

era comum uma única página demorar de 15 a 20 minutos

para surgir na tela. As linhas de transmissão eram

limitadas e nem se pensava em conexões via fibra

óptica.

 

Os primeiros sites brasileiros surgidos eram de

notícias. Depois, surgiram os de compras,

entretenimento e pesquisa. Assim, a rede nacional

começou a crescer. Para o público médio, e-mail e as

salas de bate-papo (chats) foram dois dos principais

carros-chefe para a popularização da Internet. A forma

de comunicação entre as pessoas mudou tanto no

ambiente de trabalho quando na vida particular. Nesse

campo, aliás, os chats permitiram uma inovação nos

relacionamentos: o namoro e o sexo virtual. As pessoas

passaram a se conhecer pela Internet para, depois,

marcar encontros na vida real.

 

Em 1999, o número de internautas era superior a 2,5

milhões. Segundo o Ibope, o país contava com 7,68

milhões usuários de Internet em 2002. Hoje, o país se

aproxima dos 30 milhões de indivíduos com acesso

direto à rede e conta com 18,3 milhões de computadores

pessoais. O número de internautas representa 17% da

população, ou uma em cada seis pessoas, sendo 53% de

homens e 47% de mulheres. O brasileiro navega uma

média de 14 horas e meia por mês. Cinco milhões de

pessoas utilizam banda larga e quase 50% deles acessam

serviços bancários on-line, índice acima do constatado

em países como Alemanha (41%), Reino Unido (38%) e EUA

(29%).

 

O primeiro provedor do Brasil foi o Universo Online,

que inaugurou seu portal em 1996. O ZAZ, o portal da

empresa de tecnologia Nutec Net, teve início no final

de 1996. No ano de 2000 foi comprado pela Telefônica e

agregado à rede mundial Terra Networks, tornando-se um

dos maiores portais do mundo, com atuação na Espanha,

nos Estados Unidos e 15 países da América Latina, como

México, Argentina e Chile.

 


 

E-commerce, empresas virtuais, Nasdaq e a Bolha

 

 

A entrada do século XXI foi um momento de força na

Internet. O bug do milênio não gerou prejuízos e

grandes empresas da era virtual que nasceram de

pequenas idéias como MSN-Hotmail, Google, Yahoo e

Amazon contabilizaram lucros antes impensáveis. Ao

mesmo tempo, teve início o tempo das grandes fusões de

empresas, como a reunião dos grupos America On Line

(AOL) e Time-Warner. A chamada "Bolha da Internet"

estava inflando e não demoraria muito a estourar.

 

Empresas, serviços, políticos, ONGs e tantos outros

puseram-se no universo virtual, transformando-se em um

espelho da vida comum. O dinheiro de outros setores

começava a ser canalizado para sites, produtos e

serviços da rede. O e-commerce surgia como um novo

canal de vendas. A Internet prometia um futuro rico,

infinito e cheio de possibilidades.

 

As ações das empresas pontocom e de alta tecnologia

subiram vertiginosamente. Foi criada uma nova bolsa de

valores especialmente para o ramo: a Nasdaq. Em maio

de 2001, a "Bolha da Internet", ou seja, o fenômeno de

supervalorização das empresas pontocom e de suas

ações, estourou. Foi o fim de centenas de pequenas

empresas virtuais que davam seus primeiros passos. No

entanto, empresas sólidas saíram praticamente ilesas.

Viu-se que o mercado de Internet gera lucros e que,

apesar de extenso, tem limites.

 

Apesar do abalo, a rede mundial segue influindo na

economia. Conforme dados da AOL/RoperASW, do Ibope e

da Receita Federal, 29% dos internautas procuram

emprego por meio da rede, 50% planejam férias com a

ajuda de sites, 58% organizam eventos sociais, 50%

acessam serviços bancários, 69% realizam pesquisa de

preços, 3,6 milhões de pessoas fazem compras e 20

milhões declaram o Imposto de Renda via Internet.

 

Publicidade e e-commerce

Como um jornal impresso ou uma rede de televisão, a

principal fonte de renda dos grandes portais de

Internet é a publicidade. Primeiramente, os portais

contavam com as assinaturas dos usuários como sua

principal fonte de renda.

 

Mais tarde, banners, ou seja, os anúncios retangulares

no alto das páginas, e os pop-ups, aquelas propagandas

quadradas que brotam da tela, assumiram esse papel.

Após o estouro da bolha, empresas de telecomunicações

tornaram-se poderosas financiadoras de operações. Por

meio de associações, provedores de acesso, gratuitos

ou não, obtêm remuneração a partir de um porcentual

gerado no tráfego que fornecem às linhas das

operadoras. Assim, quanto mais tempo um site é

visitado, mais ele recebe da operadora.

 

O e-commerce é uma das colunas de sustentação da

Internet. No Brasil, surgiram sites especializados em

vendas virtuais, como o Submarino, portal que deu

início a suas operações em 1999 como uma livraria

virtual inspirada na norte-americana Amazon. Os

megaportais brasileiros criaram seus shoppings

virtuais e as lojas de departamentos e griffes de

estilistas famosos também se lançaram na nova

realidade. O e-commerce gerou uma receita de R$ 1,8

bilhão em 2004 e deverá render R$ 2,8 bilhões em 2005,

segundo estimativa da Forrester Research. Até 2010, o

e-commerce deverá atingir R$ 12,8 bilhões.

 


 

MP3, vídeo e cinema

 

 

A compressão de música em arquivo digital foi uma das

maiores revoluções da informática, algo que provocou

mudanças radicais na Internet e, principalmente, na

indústria mundial da música em todo o mundo.

 

A troca de arquivos mp3 por meio de programas

extremamente populares com Napster, Audio Galaxy,

Morpheus e Kazaa fez com que jovens do mundo baixassem

músicas novas e antigas de qualquer banda ou artista

diretamente dos computadores de outros jovens. Bastava

você estar conectado ao programa de compartilhamento

de dados. Ao mesmo tempo, suas músicas eram enviadas a

outros internautas.

 

A febre se alastrou pelo mundo e discos de diversas

bandas começaram a vazar para a Internet antes mesmo

de serem oficialmente lançados. Pressionada com a

queda nas vendas mundiais, a indústria fonográfica se

armou e declarou guerra aos portais de troca de

música. Napster e Áudio Galaxy foram fechados e só

voltaram a funcionar por meio de pagamentos prévios.

 

Apesar disso, os usuários sempre estão um passo a

frente da indústria e seguem trocando mp3 - e não

apenas eles, mas arquivos de vídeos e filmes também.

No mundo todo, são baixados diariamente cerca de 3

bilhões de músicas e 5 milhões de vídeos e filmes. Nos

Estados Unidos, hoje já é possível baixar pela

Internet filmes recém-lançados em locadoras. Também

pode-se salvar o filme no computador ou gravá-lo em

DVD para ver na televisão. O aluguel de filmes on-line

também é uma das novas atividades e, algumas vezes,

sai mais barato que ir à locadora.

 


 

Educação na internet

 

 

A Internet é um labirinto infindável de informações.

Algumas erradas e obsoletas, outras, redundantes e

desnecessárias. Porém, muitas delas são importantes e

de valor escolar e acadêmico inestimável.

 

Na rede mundial não se encontra apenas uma

enciclopédia, mas um número enorme delas, em todas as

línguas, a qualquer hora do dia. Páginas dedicadas a

assuntos diversos ou específicos sobre algum momento

da História ou algum fato científico, por exemplo, são

facilmente encontradas a partir de um click. Os sites

de educação multiplicam-se na rede e a facilidade com

que se pode explorá-los acarreta mudanças no ensino.

 

Ao mesmo tempo em que está mais fácil fazer pesquisas

sobre determinados assuntos também está menos

complicado produzir trabalhos para a escola e para a

universidade. Mas a facilidade é tanta que muitos

estudantes cedem à tentação de simplesmente copiar

trabalhos de pesquisas inteiros, prontos, e

entregá-los assinados como projetos pessoais. Muitas

vezes, os plágios são descobertos por professores e

mestres.

 

No entanto, a educação via Internet não se concentrar

apenas em jovens e adultos. Sites especiais dedicados

a crianças, com jogos e brincadeiras educativas,

ganham novos públicos a cada dia e preparam as

crianças para um futuro no qual a informação é uma das

moedas mais valiosas.

 

Conforme uma pesquisa da AOL/RoperASW, a influência da

Internet sobre as crianças é vista por 70% dos pais

com melhor que a da televisão. Já 77% dos

entrevistados disseram que a Internet melhorou a

qualidade da lição de casa feita pelos filhos.

 


 

Notícias na Internet sobressaem com multimídias

 

As notícias foram um dos carros-chefe da Internet

desde o seu início. A necessidade de se manter

informado unida à capacidade de serviço em tempo real

e ao caráter multimídia que a informática dá à rede

mundial de computadores foram pontos cruciais para o

desenvolvimento de uma nova forma de se fazer

jornalismo.

 

Hoje, há muita facilidade para se acompanhar tanto

fatos históricos mundiais, como a guerra contra

terroristas em várias partes do planeta, quanto

notícias mais corriqueiras, como a rodada de gols do

campeonato brasileiro do final de semana passado.

 

Basta um clique para que uma página se abra mostrando

ao usuário reportagens contextualizadas, galerias de

fotos completas, vídeos, fóruns e até mesmo o sistema

de notícias minuto-a-minuto, serviço este criado pela

equipe de notícias do portal Terra durante os ataques

terroristas aos Estados Unidos em 2001.

 

O maior atentado terrorista do mundo foi, aliás, um

marco para o jornalismo online. Até então, nunca um

evento mundial tão impactante havia sido acompanhado

por jornalistas de Internet. Foi com a queda das

Torres Gêmeas de Nova York e o ataque ao Pentágono em

Washington que esta nova forma jornalística ganhou

forte exposição e mostrou sua capacidade de, assim

como jornais e TVs, dar informações confiáveis ao

público.

 

Em meio a intermináveis notícias sobre os ataques,

geradas por diversas agências de notícias e redes de

TV internacionais, desenvolveu-se uma forma de edição

apurada para cumprir com o requisito essencial da

Internet: acompanhar os fatos em tempo real.

 

Antigamente...

Mas nem sempre foi assim. Muito antes de 2001, por

volta de 1996, quando os primeiros portais brasileiros

deram seus primeiros passos no mercado de Internet, os

sites de notícias eram bem menos ricos em termos de

informação multimídia. Eram notícias em texto,

basicamente, e muitas vezes replicavam as informações

que os jornais davam pela manhã.

 

No entanto, não durou muito aos portais criarem

parcerias com agências de notícias e jornais de todo o

país para refletirem de uma forma mais ampla o

cotidiano brasileiro. Em pouco tempo, os sites de

notícias já ajudavam a pautar o dia de jornais e

emissoras de TV. Ou seja, já tratavam durante a manhã,

a tarde e a noite de fatos jornalísticos que seriam

abordados apenas nos programas de televisão da noite

ou no jornal do outro dia.

 

Em 1999, começam as primeira transmissões de rádio

online. A partir de então, um novo nicho jornalístico

se criou na Internet. Mais tarde, a possibilidade de

transmitir vídeos online tornou-se real. Eram novas

mídias, igualmente rápidas e instantâneas, se

integrando à que já parecia ser o veículo perfeito.

 

Usuário repórter

Hoje, qualquer pessoa pode tornar-se um repórter ou

editor. Com facilidade, qualquer usuário pode publicar

textos, fotos e mesmo vídeos para registrar na

Internet algum fato jornalisticamente relevante.

 

Durante os protestos sociais contra o G-8, o Banco

Mundial, o FMI e a globalização ocorridos em Seattle,

nos Estados Unidos, em 1999, e em Gênova, na Itália,

em 2001, foram muitos os sites a publicarem

informações sobre os conflitos. Eram jovens

manifestantes que, munidos com máquinas fotográficas,

denunciavam a truculência policial e fatos que grandes

veículos não publicavam. Com isso, foram criados

diversos centros de mídia independente, que mantêm uma

rede mundial de informações.

 

Além disso, blogs, fotologs e o próprio Orkut

mostram-se como protótipos de veículos de comunicação.

Cabe ao leitor descobrir se tais veículos ou

repórteres de última hora são realmente confiáveis.

 

 


 

 

Comunidades facilitam identificação de públicos

 

 

A Internet não deixa de ser um grande ponto de

encontro mundial. Com ela é possível conversar com

amigos que foram para outros continentes, agenciar

contatos de trabalho, comunicar-se com universidades

de qualquer parte do mundo para tentar cursos de

graduação ou tentar diversas outras oportunidades.

Entre elas, uma das mais interessantes: fazer novos

amigos.

 

As comunidades que se criam na Internet respondem a um

propósito fundamental. Reunir pessoas que tenham

interesses comuns para discutir tais assuntos e

qualquer outro tema que possa surgir. É como grupos de

amigos ¿reais¿ que vão se identificando e se formando

naturalmente. Algo os une. Na Internet, isso não é

muito diferente.

 

Algumas das primeiras comunidades que se criaram na

Internet foram as listas de discussão ¿ e elas ainda

são muito ativas. Os integrantes pedem para um

moderador entrar na lista (para discutir sobre música,

cinema, literatura, teatro, jornalismo, ou qualquer

outro assunto). Muitas listas têm regras definidas

para não transformar o local de discussão em terra de

ninguém. As normas tendem a organizar o debate e

transformá-lo em algo positivo.

 

Junto ao jornalismo, principalmente, listas de

discussão semelhantes são uma ferramenta para os

usuários exporem a sua opinião sobre os fatos

relatados. Nos fóruns, a discussão é liberada e,

muitas vezes, acirradas. Principalmente se um fato

envolve tradicionais temas de discussão como religião,

política e futebol.

 

Novos relacionamentos

Outras comunidades que agregam um grande número de

pessoas são os blogs (diários online) e os fotologs

(blogs de fotos). Linkados entre si, levando a sites

semelhantes, blogs e fotologs são a exacerbação do

¿eu¿ e a multiplicação de valores que hoje obtêm alto

status entre internautas: ser ¿famoso¿ e bem quisto,

ter muitos acessos diários, ser um ícone da era

internética mesmo que entre um microcosmo limitado.

 

Obviamente, essa rede de sites proporciona um novo

tipo de relacionamento afetivo. Através de blogs e

fotologs as pessoas vão se conhecendo, marcando

encontros em festas e shows para se conhecer melhor e,

quem sabe, dar início a um namoro.

 

Nesse sentido, o site Almas Gêmeas do Portal Terra, o

maior site de relacionamentos do Brasil, com mais de 1

milhão de pessoas cadastradas, cumpre um papel

essencial de colocar em contato pessoas que de outra

forma talvez nunca se conheceriam. Além do Almas, há

na Internet sites semelhantes de relacionamentos bem

específicos, como os dedicados a gays e lésbicas por

exemplo.

 

 

 

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