Em 10 anos, Internet cresceu em
diversas áreas.
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Terra - Tecnologia
http://tecnologia.terra.com.br/internet10anos/interna/0,,OI545438-EI5026,00.html
A
Internet comercial tem 10 anos no Brasil, mas já
existe
há mais de 20. A rede mundial foi criada a
partir
de um projeto militar norte-americano. Nos anos
60, no
auge da Guerra Fria, o Departamento de Defesa
dos
Estados Unidos decidiu desenvolver uma rede de
computadores que não pudesse ser destruída por
bombardeios e que conseguisse ligar pontos
considerados estratégicos para o país, como bases
militares
e centros de pesquisa e tecnologia (leia
mais).
No
Brasil, o surgimento da Internet deu-se no meio
acadêmico.
Em 1988, Oscar Sala, professor da
Universidade
de São Paulo (USP) e conselheiro da
Fundação
de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo
(Fapesp),
desenvolveu a idéia de estabelecer contato
com
instituições de outros países para compartilhar
dados
por meio de uma rede de computadores. O primeiro
passo
havia sido dado. Foram necessários, porém, sete
anos
para que os ministérios das Comunicações e da
Ciência e
Tecnologia autorizassem o uso comercial da
Internet
no País (leia mais).
A
comunicação via Web, rápida e barata, foi o
carro-chefe para a popularização da Internet no País
(leia
mais). Mas a instantaneidade característica
desse
meio logo ganharia outros fins. Os veículos de
comunicação se apropriariam dela para inaugurar no
País uma
nova forma de cobertura jornalística, que
primava
pelo imediatismo e pela agilidade. O
jornalismo online logo ganharia os novos internautas,
ao
oferecer a eles a oportunidade de interagir das
formas
mais diversas com o conteúdo produzido (leia
mais).
A
interatividade, talvez uma das mais relevantes e
exclusivas características da Internet, seria de vez
constatada com o surgimento de ferramentas para
compartilhamento de arquivos, publicação de conteúdo e
fotos.
Internet: a origem militar
A Internet
comercial tem 10 anos no Brasil, mas já
existe
há mais de 20. A rede mundial foi criada a
partir
de um projeto militar norte-americano. Nos anos
60, no
auge da Guerra Fria, o Departamento de Defesa
dos
Estados Unidos decidiu desenvolver uma rede de
computadores que não pudesse ser destruída por
bombardeios e que conseguisse ligar pontos
considerados estratégicos para o país, como bases
militares
e centros de pesquisa e tecnologia.
A idéia
era montar uma rede sem um comando central, ou
seja,
um sistema no qual todos os pontos (os nós da
rede)
tivessem a mesma importância e por onde os dados
fossem
transmitidos em qualquer sentido (sem uma ordem
definida).
Estava delineada a ARPAnet,
o projeto
realizado
pela Agência de Projetos de Pesquisa
Avançada
(Advanced Research Projects Agency) do
governo
dos EUA.
Em 1970,
a rede interligava quatro universidades
norte-americanas. Quatro anos depois, o número de
instituições participantes subiu para 40. A troca de
mensagens
e de arquivos já era uma realidade. No mesmo
ano,
foi criada a Telenet, o primeiro serviço
comercial
de acesso à rede dos Estados Unidos.
O nome
Internet começou a ser usado apenas em 1982. Em
1983, foi
estabelecido o TCP/IP (Transmission Control
Protocol/Internet Protocol), a linguagem comum usada
por
todos os computadores conectados à rede até hoje.
No
entanto, a Internet ainda não funcionava como
atualmente. Foi só em 1991 que foi criado o sistema de
hipertexto World Wide Web
(www), o que facilitou a
navegação
pela rede. Hoje seria impensável navegar sem
o sistema www.
O desenvolvimento da Internet no
Brasil
Em 1988,
Oscar Sala, professor da Universidade de São
Paulo
(USP) e conselheiro da Fundação de Amparo à
Pesquisa
no Estado de São Paulo (Fapesp), desenvolveu
a
idéia de estabelecer contato com instituições de
outros
países para compartilhar dados por meio de uma
rede
de computadores. Assim, chegou ao Brasil a Bitnet
(Because is Time to Network).
A rede
conectava a Fapesp ao Fermilab, laboratório de
Física de
Altas Energias de Chicago (EUA), por meio de
retirada
de arquivos e correio eletrônico. O serviço
foi inaugurado
oficialmente em 1989. Em 1991, o acesso
ao
sistema, já chamado Internet, foi liberado para
instituições educacionais e de pesquisa e a órgãos do
governo.
Nessa época ocorriam fóruns de debates,
acesso
a bases de dados nacionais e internacionais e a
supercomputadores de outros países, além da
transferência arquivos e softwares. No entanto, tudo
estava
reservado a um seleto grupo de pessoas.
Em 1992,
o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e
Econômicas (Ibase) assinou um convênio com a
Associação
para o Progresso das Comunicações (APC)
liberando
o uso da Internet para ONGs. No mesmo ano, o
Ministério
da Ciência e Tecnologia inaugurou a Rede
Nacional
de Pesquisa (RNP) e organizou o acesso à rede
por
meio de um "backbone" (tronco principal da
rede).
Foi
apenas em 1993 que ocorreu a primeira conexão de
64 kbps à longa distância, estabelecida entre São
Paulo e
Porto Alegre. Em 1994, estudantes da USP
criaram
centenas de páginas na Internet.
O ano de
1995 foi um marco. Os ministérios das
Comunicações
e da Ciência e Tecnologia criaram, por
portaria,
a figura do provedor de acesso privado à
Internet
e liberaram a operação comercial no Brasil.
No ano
seguinte, muitos provedores começaram a vender
assinaturas de acesso à rede.
Usuários,
acessos e domínios
Quando
implementada, a velocidade de acesso à Internet
era
de 4.800 bits por segundo (bps). Uma conexão
discada
hoje pode ser 11 vezes mais rápida ou mais.
Hoje o internauta pode perder a paciência quando um
site
demora 30 segundos para abrir. Mas, há dez anos,
era
comum uma única página demorar de 15 a 20 minutos
para
surgir na tela. As linhas de transmissão eram
limitadas
e nem se pensava em conexões via fibra
óptica.
Os
primeiros sites brasileiros surgidos eram de
notícias.
Depois, surgiram os de compras,
entretenimento e pesquisa. Assim, a rede nacional
começou
a crescer. Para o público médio, e-mail e as
salas
de bate-papo (chats) foram dois dos principais
carros-chefe
para a popularização da Internet. A forma
de
comunicação entre as pessoas mudou tanto no
ambiente
de trabalho quando na vida particular. Nesse
campo,
aliás, os chats permitiram uma inovação nos
relacionamentos: o namoro e o sexo virtual. As pessoas
passaram
a se conhecer pela Internet para, depois,
marcar
encontros na vida real.
Em 1999,
o número de internautas era superior a 2,5
milhões.
Segundo o Ibope, o país contava com 7,68
milhões
usuários de Internet em 2002. Hoje, o país se
aproxima
dos 30 milhões de indivíduos com acesso
direto
à rede e conta com 18,3 milhões de computadores
pessoais.
O número de internautas representa 17% da
população,
ou uma em cada seis pessoas, sendo 53% de
homens
e 47% de mulheres. O brasileiro navega uma
média
de 14 horas e meia por mês. Cinco milhões de
pessoas
utilizam banda larga e quase 50% deles acessam
serviços
bancários on-line, índice acima do constatado
em
países como Alemanha (41%), Reino Unido (38%) e EUA
(29%).
O
primeiro provedor do Brasil foi o Universo Online,
que
inaugurou seu portal em 1996. O ZAZ, o portal da
empresa
de tecnologia Nutec Net, teve início no final
de
1996. No ano de 2000 foi comprado pela Telefônica e
agregado
à rede mundial Terra Networks, tornando-se um
dos
maiores portais do mundo, com atuação na Espanha,
nos
Estados Unidos e 15 países da América Latina, como
México, Argentina e Chile.
E-commerce, empresas virtuais, Nasdaq e a Bolha
A entrada
do século XXI foi um momento de força na
Internet.
O bug do milênio não gerou prejuízos e
grandes
empresas da era virtual que nasceram de
pequenas
idéias como MSN-Hotmail, Google,
Yahoo e
Amazon
contabilizaram lucros antes impensáveis. Ao
mesmo
tempo, teve início o tempo das grandes fusões de
empresas,
como a reunião dos grupos America On
Line
(AOL) e Time-Warner. A chamada "Bolha da Internet"
estava
inflando e não demoraria muito a estourar.
Empresas,
serviços, políticos, ONGs e
tantos outros
puseram-se
no universo virtual, transformando-se em um
espelho
da vida comum. O dinheiro de outros setores
começava
a ser canalizado para sites, produtos e
serviços
da rede. O e-commerce surgia como um novo
canal
de vendas. A Internet prometia um futuro rico,
infinito
e cheio de possibilidades.
As ações
das empresas pontocom e de alta tecnologia
subiram
vertiginosamente. Foi criada uma nova bolsa de
valores
especialmente para o ramo: a Nasdaq. Em maio
de
2001, a "Bolha da Internet", ou seja, o fenômeno de
supervalorização das empresas pontocom e de suas
ações,
estourou. Foi o fim de centenas de pequenas
empresas
virtuais que davam seus primeiros passos. No
entanto,
empresas sólidas saíram praticamente ilesas.
Viu-se
que o mercado de Internet gera lucros e que,
apesar
de extenso, tem limites.
Apesar do
abalo, a rede mundial segue influindo na
economia.
Conforme dados da AOL/RoperASW,
do Ibope e
da
Receita Federal, 29% dos internautas procuram
emprego
por meio da rede, 50% planejam férias com a
ajuda
de sites, 58% organizam eventos sociais, 50%
acessam
serviços bancários, 69% realizam pesquisa de
preços,
3,6 milhões de pessoas fazem compras e 20
milhões
declaram o Imposto de Renda via Internet.
Publicidade
e e-commerce
Como um
jornal impresso ou uma rede de televisão, a
principal
fonte de renda dos grandes portais de
Internet
é a publicidade. Primeiramente, os portais
contavam
com as assinaturas dos usuários como sua
principal
fonte de renda.
Mais
tarde, banners, ou seja, os anúncios retangulares
no
alto das páginas, e os pop-ups, aquelas propagandas
quadradas
que brotam da tela, assumiram esse papel.
Após o
estouro da bolha, empresas de telecomunicações
tornaram-se
poderosas financiadoras de operações. Por
meio
de associações, provedores de acesso, gratuitos
ou
não, obtêm remuneração a partir de um porcentual
gerado
no tráfego que fornecem às linhas das
operadoras. Assim, quanto mais tempo um site é
visitado,
mais ele recebe da operadora.
O e-commerce é uma das colunas de sustentação da
Internet.
No Brasil, surgiram sites especializados em
vendas
virtuais, como o Submarino, portal que deu
início
a suas operações em 1999 como uma livraria
virtual
inspirada na norte-americana Amazon. Os
megaportais brasileiros criaram seus
shoppings
virtuais
e as lojas de departamentos e griffes de
estilistas famosos também se lançaram na nova
realidade.
O e-commerce gerou uma receita de R$ 1,8
bilhão
em 2004 e deverá render R$ 2,8 bilhões em 2005,
segundo
estimativa da Forrester Research.
Até 2010, o
e-commerce deverá atingir R$ 12,8 bilhões.
MP3, vídeo e cinema
A
compressão de música em arquivo digital foi uma das
maiores
revoluções da informática, algo que provocou
mudanças
radicais na Internet e, principalmente, na
indústria
mundial da música em todo o mundo.
A troca
de arquivos mp3 por meio de programas
extremamente populares com Napster, Audio
Galaxy,
Morpheus e Kazaa
fez com que
jovens do mundo baixassem
músicas
novas e antigas de qualquer banda ou artista
diretamente dos computadores de outros jovens. Bastava
você
estar conectado ao programa de compartilhamento
de
dados. Ao mesmo tempo, suas músicas eram enviadas a
outros
internautas.
A febre
se alastrou pelo mundo e discos de diversas
bandas
começaram a vazar para a Internet antes mesmo
de
serem oficialmente lançados. Pressionada com a
queda
nas vendas mundiais, a indústria fonográfica se
armou
e declarou guerra aos portais de troca de
música.
Napster e Áudio Galaxy
foram fechados e só
voltaram
a funcionar por meio de pagamentos prévios.
Apesar
disso, os usuários sempre estão um passo a
frente
da indústria e seguem trocando mp3 - e não
apenas
eles, mas arquivos de vídeos e filmes também.
No mundo
todo, são baixados diariamente cerca de 3
bilhões
de músicas e 5 milhões de vídeos e filmes. Nos
Estados
Unidos, hoje já é possível baixar pela
Internet
filmes recém-lançados em locadoras. Também
pode-se
salvar o filme no computador ou gravá-lo em
DVD para
ver na televisão. O aluguel de filmes on-line
também
é uma das novas atividades e, algumas vezes,
sai mais barato que ir à locadora.
Educação na internet
A
Internet é um labirinto infindável de informações.
Algumas
erradas e obsoletas, outras, redundantes e
desnecessárias. Porém, muitas delas são importantes e
de
valor escolar e acadêmico inestimável.
Na rede
mundial não se encontra apenas uma
enciclopédia, mas um número enorme delas, em todas as
línguas,
a qualquer hora do dia. Páginas dedicadas a
assuntos
diversos ou específicos sobre algum momento
da
História ou algum fato científico, por exemplo, são
facilmente encontradas a partir de um click. Os sites
de
educação multiplicam-se na rede e a facilidade com
que
se pode explorá-los acarreta mudanças no ensino.
Ao mesmo
tempo em que está mais fácil fazer pesquisas
sobre
determinados assuntos também está menos
complicado produzir trabalhos para a escola e para a
universidade. Mas a facilidade é tanta que muitos
estudantes cedem à tentação de simplesmente copiar
trabalhos
de pesquisas inteiros, prontos, e
entregá-los assinados como projetos pessoais. Muitas
vezes,
os plágios são descobertos por professores e
mestres.
No
entanto, a educação via Internet não se concentrar
apenas
em jovens e adultos. Sites especiais dedicados
a
crianças, com jogos e brincadeiras educativas,
ganham
novos públicos a cada dia e preparam as
crianças
para um futuro no qual a informação é uma das
moedas
mais valiosas.
Conforme
uma pesquisa da AOL/RoperASW,
a influência da
Internet
sobre as crianças é vista por 70% dos pais
com
melhor que a da televisão. Já 77% dos
entrevistados disseram que a Internet melhorou a
qualidade da lição de casa feita pelos filhos.
Notícias na Internet sobressaem
com multimídias
As
notícias foram um dos carros-chefe da Internet
desde
o seu início. A necessidade de se manter
informado
unida à capacidade de serviço em tempo real
e ao
caráter multimídia que a informática dá à rede
mundial
de computadores foram pontos cruciais para o
desenvolvimento de uma nova forma de se fazer
jornalismo.
Hoje, há
muita facilidade para se acompanhar tanto
fatos
históricos mundiais, como a guerra contra
terroristas em várias partes do planeta, quanto
notícias
mais corriqueiras, como a rodada de gols do
campeonato brasileiro do final de semana passado.
Basta um
clique para que uma página se abra mostrando
ao usuário
reportagens contextualizadas, galerias de
fotos
completas, vídeos, fóruns e até mesmo o sistema
de
notícias minuto-a-minuto, serviço este criado pela
equipe
de notícias do portal Terra durante os ataques
terroristas aos Estados Unidos em 2001.
O maior
atentado terrorista do mundo foi, aliás, um
marco
para o jornalismo online. Até então, nunca um
evento
mundial tão impactante havia sido acompanhado
por
jornalistas de Internet. Foi com a queda das
Torres
Gêmeas de Nova York e o ataque ao Pentágono em
Washington
que esta nova forma jornalística ganhou
forte
exposição e mostrou sua capacidade de, assim
como
jornais e TVs, dar informações confiáveis ao
público.
Em meio a
intermináveis notícias sobre os ataques,
geradas
por diversas agências de notícias e redes de
TV
internacionais, desenvolveu-se uma forma de edição
apurada
para cumprir com o requisito essencial da
Internet:
acompanhar os fatos em tempo real.
Antigamente...
Mas nem
sempre foi assim. Muito antes de 2001, por
volta
de 1996, quando os primeiros portais brasileiros
deram
seus primeiros passos no mercado de Internet, os
sites
de notícias eram bem menos ricos em termos de
informação multimídia. Eram notícias em texto,
basicamente, e muitas vezes replicavam as informações
que
os jornais davam pela manhã.
No
entanto, não durou muito aos portais criarem
parcerias
com agências de notícias e jornais de todo o
país
para refletirem de uma forma mais ampla o
cotidiano
brasileiro. Em pouco tempo, os sites de
notícias
já ajudavam a pautar o dia de jornais e
emissoras
de TV. Ou seja, já tratavam durante a manhã,
a
tarde e a noite de fatos jornalísticos que seriam
abordados
apenas nos programas de televisão da noite
ou no
jornal do outro dia.
Em 1999,
começam as primeira transmissões de rádio
online. A partir de então, um novo nicho jornalístico
se
criou na Internet. Mais tarde, a possibilidade de
transmitir vídeos online tornou-se real. Eram novas
mídias,
igualmente rápidas e instantâneas, se
integrando à que já parecia ser o veículo perfeito.
Usuário
repórter
Hoje,
qualquer pessoa pode tornar-se um repórter ou
editor.
Com facilidade, qualquer usuário pode publicar
textos,
fotos e mesmo vídeos para registrar na
Internet
algum fato jornalisticamente relevante.
Durante
os protestos sociais contra o G-8, o Banco
Mundial,
o FMI e a globalização ocorridos em Seattle,
nos
Estados Unidos, em 1999, e em Gênova, na Itália,
em
2001, foram muitos os sites a publicarem
informações sobre os conflitos. Eram jovens
manifestantes que, munidos com máquinas fotográficas,
denunciavam a truculência policial e fatos que grandes
veículos
não publicavam. Com isso, foram criados
diversos
centros de mídia independente, que mantêm uma
rede
mundial de informações.
Além
disso, blogs, fotologs e o
próprio Orkut
mostram-se
como protótipos de veículos de comunicação.
Cabe ao
leitor descobrir se tais veículos ou
repórteres de última hora são realmente confiáveis.
Comunidades facilitam
identificação de públicos
A
Internet não deixa de ser um grande ponto de
encontro
mundial. Com ela é possível conversar com
amigos
que foram para outros continentes, agenciar
contatos
de trabalho, comunicar-se com universidades
de
qualquer parte do mundo para tentar cursos de
graduação
ou tentar diversas outras oportunidades.
Entre
elas, uma das mais interessantes: fazer novos
amigos.
As
comunidades que se criam na Internet respondem a um
propósito
fundamental. Reunir pessoas que tenham
interesses comuns para discutir tais assuntos e
qualquer
outro tema que possa surgir. É como grupos de
amigos
¿reais¿ que vão se identificando e se formando
naturalmente. Algo os une. Na Internet, isso não é
muito
diferente.
Algumas
das primeiras comunidades que se criaram na
Internet
foram as listas de discussão ¿ e elas ainda
são
muito ativas. Os integrantes pedem para um
moderador
entrar na lista (para discutir sobre música,
cinema,
literatura, teatro, jornalismo, ou qualquer
outro
assunto). Muitas listas têm regras definidas
para
não transformar o local de discussão em terra de
ninguém.
As normas tendem a organizar o debate e
transformá-lo em algo positivo.
Junto ao
jornalismo, principalmente, listas de
discussão
semelhantes são uma ferramenta para os
usuários
exporem a sua opinião sobre os fatos
relatados.
Nos fóruns, a discussão é liberada e,
muitas
vezes, acirradas. Principalmente se um fato
envolve
tradicionais temas de discussão como religião,
política
e futebol.
Novos
relacionamentos
Outras
comunidades que agregam um grande número de
pessoas
são os blogs (diários online)
e os fotologs
(blogs de fotos). Linkados entre
si, levando a sites
semelhantes, blogs e fotologs
são a exacerbação do
¿eu¿ e a
multiplicação de valores que hoje obtêm alto
status
entre internautas: ser ¿famoso¿ e bem quisto,
ter
muitos acessos diários, ser um ícone da era
internética mesmo que entre um microcosmo
limitado.
Obviamente,
essa rede de sites proporciona um novo
tipo
de relacionamento afetivo. Através de blogs e
fotologs as pessoas vão se conhecendo,
marcando
encontros
em festas e shows para se conhecer melhor e,
quem
sabe, dar início a um namoro.
Nesse
sentido, o site Almas Gêmeas do Portal Terra, o
maior
site de relacionamentos do Brasil, com mais de 1
milhão
de pessoas cadastradas, cumpre um papel
essencial
de colocar em contato pessoas que de outra
forma
talvez nunca se conheceriam. Além do Almas, há
na
Internet sites semelhantes de relacionamentos bem
específicos, como os dedicados a gays e lésbicas por
exemplo.
Leia esta notícia no original em:
Terra - Tecnologia
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